15/09/15

Das relações cortadas

Nunca havia cortado a minha relação com alguém.

Achei que era pouco humana a sua postura perante a própria vida. Nunca me tinha passado pela cabeça deixar de falar com alguém por se posicionar de uma forma absurda sobre o que quer que seja. Quanto mais penso nisso, mais acho que tenho razão e menos confortável me sinto.

Ocorre-me um filme que vi do meu pai, uma hora de vídeo em cassete, em que ele está sentado no sofá da sua sala a fumar e a ver o amanhecer. Não é romântico, é de partir o coração, porque não acontece nada, mas está cheio de culpa. É mais ou menos assim que me sinto: cheia de culpa, com a diferença que eu não fiz nada, só avaliei o acto e reagi. Ele tinha feito.

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