01/07/15

Do meu baptismo

Fui baptizada no dia em que fiz a primeira comunhão.

Hoje lembrei-me disto quando estava a escrever que as pessoas eram todas Únicas antes de se deixarem apropriar por ideias que não eram delas, acabando por se alienar, mas tendo sempre o potencial de Único. Quando tomavam consciência que eram as ideias que tinham tomado conta delas em vez delas dominarem as ideias, voltavam a ter total poder sobre si próprias.

Pensei que ter-me baptizado foi um desperdício. Se Deus achasse mesmo que eu era da sua família, por que foi precisa uma confirmação? E, dizia a minha avó, que Deus me perdoava se eu não quisesse fazer parte da família d'Ele. Mas eu não queria o seu perdão, nem sequer queria ter nada a ver com aquela entidade.

Se já nascemos todos na família de Deus, ter-me baptizado foi só uma tomada de consciência de que fazia mesmo parte daquela família? Só que se se pode ser alienado de si próprio, será que se pode ser alienado de uma família divina?

Sempre tive grandes problemas em pertencer a famílias, sejam elas quais forem.


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