26/05/15

Confissões

A catequista obrigava-nos a confessar. Então eu ia. O padre perguntava quais eram os meus pecados, mas eu achava que não tinha nenhuns, por isso inventava que dizia palavrões. Achava-me muito inteligente: conseguia pecar no momento em que não devia pecar. O padre mandava-me rezar não sei quantas avé marias e eu só sussurrava a reza. No final, dizia para mim 'desculpa, Jesus' e ficava tudo bem.


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