02/04/15

Dia do Livro Infantil

Lembrei-me da Quinta das Cerejeiras, da Ilse Losa, de como tinha uma capa cor-de-rosa muito vivo e um desenhinho pequeno no meio. Li-o na terceira classe, a minha professora chamava-se Esperança. Trouxe o livro comigo do colégio e nunca mais o devolvi. Nem esse, nem a Alice Vieira, nem o António Torrado, que tinha escrito na primeira página 'Raquel', a dona dele. 
Mesmo depois da professora ter perguntado onde é que estavam os livros, eu não assumi. Em parte por ter medo, em parte porque gostava mesmo muito deles. 

Depois, havia O Pobre Brás, da Condessa de Ségur. O menino que comia pão com leite coalhado ao pequeno almoço e que usava uns tamancos de madeira que faziam doer os pés. Numa viagem aos EUA, li-o mais de cinco vezes - lembro-me do pormenor, porque quando cheguei à sexta vez, entrei numa competição comigo própria para ver quantas vezes conseguia lê-lo até ao fim das férias.

Havia também o Colégio das Quatro Torres, de adolescentes que estudavam num colégio interno e tomavam banho em piscinas escavadas na Cornualha. E a Dentes de Rato, uma menina que lia muito, mas que se sentia incompreendida. Ah, e o Menino Que Não Gostava de Ler, em que os pais eram grandes leitores, comiam croquetes ao almoço enquanto liam e o menino detestava - afinal, tinha miopia. 

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