11/02/15

Apostar tudo e perder

Stirner jogou tudo neste livro e perdeu. Como se o livro fosse demasiado forte, mesmo para quem o escreveu, e apesar de Stirner ter acompanhado a sua entrada no mundo. Trata-se de um livro extremo; mal se abre e mal se começa ler, uma voz argumenta, seduz, insulta, combate e provoca. Ao voltar a última página, segue-se um estarrecimento. Durável.

Bragança de Miranda, posfácio d' O Único e a Sua Propriedade, p. 300.

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