22/04/14

Em rede

No século XIII, os cabalistas hebreus construíam uma cosmogonia que tinha como base o Ein-Sof. Não era mais que o ser primordial, não nomeado, o nada primordial, o deus que precede a sua própria manifestação, do qual tudo emana e a partir do qual tudo faz sentido.

Deste nada primordial, emana uma 'seiva' que percorre a 'árvore' que constitui e produz a estrutura do universo. Tudo começa nela e tudo passa por ela para se dar, para ser. 

Antes de saber isto, já pensava que as coisas tinham todas uma determinada ordem. Quase como reza,  adotei o 'sempre chegamos onde nos esperam' e acredito nisto. Talvez seja por essa razão que me agradam as pessoas que têm motivos por trás daquilo que criam. Mesmo que, aparentemente aleatório, essa coisa passou pela 'árvore' e vai dar os seus frutos. 

Os frutos que só são comestíveis em rede. 

(Tenho um grande crush por filosofia oriental.)

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